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RECORDES MUNDIAIS DAS PROVAS CORRIDA DE RUA

Antes de falarmos de desempenho, rendimento e recorde, paremos e analisemos o contexto do treinamento desportivo, pois, sem esta ferramenta não haveria a evolução do atleta.

Na pré-história muitas das práticas da preparação física se processavam de forma inconsciente. O homem objetivava sua sobrevivência em relação aos animais predadores, bem como os de sua própria espécie, através de um excepcional condicionamento físico adquirido no cotidiano. Com a evolução do homem, principalmente na Grécia e Roma antiga, estas práticas passaram a obedecer um senso lógico, buscando além da estética corpórea a beleza corporal era considerada um elemento significativo para elevar a condição social), a preparação para as guerras, e para competições desportivas menos importantes que as dos Jogos Olímpicos, como os Jogos Augustos e os Jogos Capitolinos.

A evolução do treinamento desportivo, segue, na história, a seguinte ordem cronológica:

1º-Período do Empirismo : – dos métodos arcaicos de preparação física das antigas civilizações; – até o surgimento do Renascimento (século XV).

2º- Período da Improvisação- do surgimento do Renascimento (século XV) até as I Olimpíadas da Era Moderna (1896 – Atenas)

3º- Período da Sistematização – das I Olimpíadas da Era Moderna (1896 – Atenas) até das XI Olimpíadas (1936 – Berlim)

4º- Período Pré-Científico – das XI Olimpíadas (1936 – Berlim) até as XIV Olimpíadas (1948 – Londres)

5º- Período Científico – das XIV Olimpíadas (1948 – Londres) até as XXI Olimpíadas (1972 – Munique)

6º- Período Tecnológico – das XX Olimpíadas (1972 – Munique) até as XXV Olimpíadas (1992 – Barcelona)

7º- Período do Mercantilismo Desportivo – A partir das XXV Olimpíadas (1992 – Barcelona)

Com tanto estudo sobre o tema treinamento e suas intervenientes, e vendo os recordes caírem ficamos assombrados. Por exemplo, Usain Bolt que trouxe à discussão os limites do corpo humano. Não é absolutamente claro que a evolução da espécie siga no caminho da otimização do desempenho humano. Ao invés, a genética, o trabalho e a evolução da tecnologia dão espaço para que novos recordes sejam batidos. Realmente é inegável a evolução no treinamento da modalidade.

Recordes atuais das provas oficiais de Corrida de Rua:

Recorde dos 5km
-Masculino: Kenenisa BEKELE (Tempo – 00:12:37)
– Feminino: Tirunesh DIBABA (Tempo – 00:14:11)

Recorde dos 10km
-Masculino: Leonard Patrick KOMON(Tempo – 00:26:44)
-Feminino: Paula RADCLIFFE (Tempo 00:30:21)

Recorde dos 15km
– Masculino: Leonard Patrick KOMON (Tempo – 00:41:13)
– Feminino: Tirunesh DIBABA (Tempo – 00:46:28)

Recorde dos 21km
-Masculino: Zersenay TADESE (Tempo – 00:58:23)
– Feminino: Mary Jepkosgei KEITANY (Tempo – 01:05:50)

Recorde dos 42km
– Masculino: Wilson KIPSANG (Tempo – 02:03:23)
– Feminino: Paula RADCLIFFE (Tempo – 02:15:25)

Para aguçar fazemos algumas perguntas ao leitor. Será que há limites para o corpo humano? Dos recordes acima, em qual você aposta que cairá primeiro? E por fim, será que teremos um dia um homem correndo abaixo de 2h a maratona?

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